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Encontro Preparatório para 8º Fórum Mundial da Água

O Pres. da AEAAC- Engº. Nilton de Ooliveira e Silva, no encontro preparatório para o 8º Fórum Mundial da Água.

Em Campinas o Presidente do CONFEA, José Tadeu da Silva, preparando-se para o 8º FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA, com articipação CREA e MÚTUA.

Crise Hídrica é foco do 1º Encontro Preparatório de abertura em Campinas.

Realizou no dia 21 a 23 de março, o Preparatório de Campinas para o 8º Fórum Mundial da Água, evento promovido pelo Sistema Confea/Crea e Mútua – em parceria com a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Campinas (Aeac) -, que reúne gestores públicos, profissionais e pesquisadores das áreas de meio ambiente, água e energia, a fim de discutir as possíveis soluções para a situação desafiadora que é a gestão adequada dos recursos hídricos.

A proposta é coletar e sistematizar contribuições de profissionais da localidade para levar ao 8º Fórum Mundial da Água, que será em Brasília em 2018.

Em seu discurso de abertura, o presidente do Confea, eng. civ. José Tadeu da Silva, colocou o seguinte paradoxo em debate: se o Brasil é a maior potência hídrica do mundo, por que São Paulo – não só a maior cidade brasileira, mas também a maior cidade da América Latina – passou pela crise de 2014? “Como vamos resolver isso? Se na maior potência hídrica do mundo falta água! Sem água não dá para existir. Tudo o que tem vida precisa de água”.

José Tadeu explicou sobre a organização do 8º Fórum Mundial da Água e da participação do Confea na Seção Brasil do Conselho Mundial da Água, espaço que conquistou ao realizar a Conferência Internacional de Água e Energia, em julho de 2016.

“Temos que chegar em 2018 com um debate de alto nível, representando bem a área tecnológica brasileira. O mundo todo estará aqui para discutir o futuro da água, e o Confea e os Creas são os legítimos representantes da engenharia e da agronomia brasileira”.

Ele explicou que as discussões em todo o território nacional servirão para embasar o conteúdo a ser apresentado pelo Confea no Fórum, “para que cheguemos lá e tenhamos condições de mostrar para o mundo que a engenharia e a agronomia do nosso país não ficam devendo nada às engenharias do resto do mundo”.

Mineiro de Ouro Fino, o presidente do Confea dividiu com os participantes sua primeira experiência com enchente no município mineiro, em 1959, quando tinha seis anos de idade. Ao resumir a história da família, contou um dos motivos para a escolha de Campinas como estreante da série de eventos regionais preparatórios para o 8º Fórum Mundial da Água. “Quando eu tinha 17 anos viemos toda a família para Campinas. Tudo o que tenho devo a esta cidade”, compartilhou.

Ao recepcionar os participantes, o anfitrião do evento, presidente do Crea-SP, eng. telecom. Vinicius Marchese Marinelli, rememorou a crise de abastecimento de água que o estado de São Paulo sofreu há pouco mais de dois anos. Marinelli afirmou esperar que os três dias de encontro rendam sugestões de encaminhamentos e soluções para o abastecimento sustentável de água. “Aqui estão as pessoas mais capacitadas do estado de São Paulo e do país”.

O presidente do regional paulista citou um dos sistemas paulistas de distribuição como exemplo em comparação à média nacional: segundo ele, Jundiaí tem 34% de perda de água na distribuição. A média do Brasil é 40%. Marinelli mencionou que nos países de primeiro mundo, perde-se cerca de 20% de água no momento da distribuição. “Para nós, 33%, 34% são níveis aceitáveis, mas há um campo imenso de possibilidades de melhoria. Não há área mais competente para discutir isso do que a área tecnológica, e nós estamos trazendo esse debate para dentro de casa”.

Já o presidente da Federação Mundial de Organizações de Engenheiros (Fmoi), eng. mec. Jorge Spitalnik, resgatou a conferência internacional realizada pelo Sistema Confea/Crea e Mútua em julho de 2016, que tratou de novas abordagens da engenharia para o fornecimento sustentável de água e energia.

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